domingo, 12 de setembro de 2010

Poemando


A melancólica vida de uma sonhadora

Criar mundos

Para fugir da letal realidade

É a trágica vida de um sonhador

Os sonhos são perfeitos

E capazes de consolar

A vida de quem tem medo de viver

Por trás de toda a imaginação

De todo o esplendor de um criador de universos

Há um coração machucado

Pela certeza da existência de um mundo real

Ver tanta miséria

Se torna um carma

Para os que tem um olhar sensibilizado

Sonhar é melhor

Por que ser fraco num mundo?

Se em meu universo posso ser herói

Posso ser o rei das minhas razões

Posso voar

Mas viver de mentiras

É o que dói mais

Mesmo que haja um futuro

Uma esperança

Poucos notam o peso da vida

E deles poucos suportam

Mas se eu tiver um sonho

Ainda consigo sorrir

Gabriele Sampaio

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Em meus cadernos

Para sonhadores não resta nada
Apenas uma fuga da realidade
Para caçadores irreais
Que não se satisfazem
só resta sonhar

Gabriele Sampaio

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Poemando


Porque garotas doces derretem!

Não adianta encarar o mundo
Quando se mora num pote de vidro
Pois a vida não é fácil
Pra quem é feita de doce de leite

As pessoas são cruéis demais
E não te suportam
Se tiver cobertura de morango

A vida não se realiza como em uma festa
Onde quem tem o maior pedaço de chocolate
É admirada por todos

Porque o mundo não foi feito
Para garotas-sonhos
Quem tem um coração puro
Não suporta tanta miséria

Garotas doces derretem
São frágeis demais para viver
Com sentimentos tão delicados
Facilmente podem quebrar

O mundo é uma daquelas coisas amargas
Da qual não se pode adoçar
Por isso fique longe da vida
Se você tiver uma cereja na cabeça.


Gabriele Sampaio

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Poemando


O palhaço que não sabe amar

O meu coração feriu, sangrou.
E os meus olhos não podem ver o luar
Mas meu sorriso guardo no rosto
Na esperança de enganar a dor

Guardo estrelas para o amanhecer
Maqueio o rosto
Para sorrisos roubar
Mas ao final do espetaculo
Me encontro em pedaços no meu camarim

Os meus ouvidos já não podem escutar
Nenhuma canção bela
Me ponho a chorar
Levando sozinho comigo essa minha dor

Mas onde está esse maldito amor?
Será que alguém pode me ajudar
Oh como eu queria voltar a sonhar
Pois sou palhaço que não sabe amar
Gabriele Sampaio